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foto: Andy Reid
OBESIDADE: conscientizar para combater o problema

Dados recentes publicados pelo Ministério da Saúde mostraram que, em Porto Alegre,o excesso de peso é de 47,9% e a obesidade atinge 12,6% dos indivíduos acima de 18 anos.

Tanara Weiss

A obesidade nos dias de hoje vem tomando proporções alarmantes. No Brasil estima-se que a prevalência da obesidade em adultos (IMC > 30 kg/m2) seria de 7,0% em homens e de 12,4% em mulheres. Se somarmos indivíduos com sobrepeso (IMC > 25 kg/m2) e indivíduos obesos, esta subiria para 38,5% em homens e 39,0% para mulheres. Dados recentes publicados pelo Ministério da Saúde sobre a prevalência de doenças crônicas nas capitais brasileiras, relatório Vigitel, mostraram que, em Porto Alegre, a prevalência de excesso de peso foi de 47,9% (IMC>=25) e de obesidade foi de 12,6% (IMC >=30) em indivíduos acima de 18 anos.

O melhor instrumento de avaliação do peso corporal em adultos é o IMC (índice de massa corporal). O IMC é reconhecido como padrão internacional para avaliar o grau de obesidade. Esseíndice é fácil de ser calculado (basta saber o peso e altura) e serve como um estímulo para que o indivíduo procure ajuda médica, se alterado. Ele é obtido dividindo-se o peso do paciente em kilogramas (Kg) pela sua altura em metros (m) elevada ao quadrado (Kg/m2). Conforme o valor encontrado classifica- se o paciente em peso normal, sobrepeso ou obesidade.

TIPOS DE OBESIDADE

Atualmente também é importante classificar o tipo de obesidade. Ela pode ser difusa, andróide ou maçã e ginecóide ou pêra. A obesidade do tipo maçã ocorre quando há deposição de gorduras visceral, ou seja, dentro do abdome, e é a mais danosa à saúde, visto que tanto alterações metabólicas quanto alterações cardiovasculares estão a ela associadas. Já a obesidade do tipo pêra correlaciona-se a uma maior deposição de gordura nos quadris, e não está intimamente relacionada aos danos causados pela obesidade visceral.

Diante das evidências de um forte risco cardiovascular e metabólico quando a obesidade é do tipo maçã, tem-se valorizado nos dias de hoje a medida da circunferência abdominal, como fator preditor de risco. Faz-se esta medida com uma fita métrica inelástica, ao nível da cicatriz umbilical, sendo consideradas medidas de risco valores acima de 94 cm para homense 80 cm para mulheres.

CAUSAS DA OBESIDADE

A obesidade é o resultado, na grande maioria dos casos, de interações genéticas, ambientais e comportamentais. Em uma pequena minoria de casos vamos encontrar causas secundárias para o seu aparecimento que vão desde alterações endocrinológicas (hipotireoidismo, síndrome do ovário policístico...) quanto distúrbios genéticos, psiquiátricos ou uso de medicações (psicotrópicos, corticóides, antidepressivos tricíclicos, lítio, medroxiprogesterona). Independente da causa desencadeadora, a obesidade está sempre associada a uma desigualdade entre a ingesta alimentar e a queima calórica, ou seja, os indivíduos podem ingerir mais, queimar menos calorias ou mais comumente associar essas duas condições, com o conseqüente aumentode peso.

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Que todos os méritos gerados por esse trabalho beneficiem e tragam felicidade para todos os seres.
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