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foto: Alexander Abolinsh
Cuidando do nosso futuro

Pessoas de todos os lugares mudam seus hábitos no esforço de diminuir o impacto ambiental. Precisamos ter uma postura mais equilibrada em nossa passagem pelo planeta.

COMEÇANDO BEM CEDO

A atual educação ambiental é um grande diferencial com relação às gerações anteriores. As crianças muitas vezes são os agentes de uma nova atitude (afinal, elas viverão no mundo superaquecido!).

Maria Júlia Andrade, de 6 anos, aprendeu na escola a importância de economizar água e hoje é o tal beija-flor dentro de casa. "Ela não podia me ver escovar os dentes de torneira aberta que ia lá e desligava. Mudei meus hábitos por causa dela" - conta a empresária Monique Andrade, de 31 anos.

Denise Maia, fonoaudióloga, incluiu no seu dia-a-dia a separação de lixo orgânico do lixo reciclável. "O orgânico é enterrado em uma área verde do condomínio que será um futuro jardim". Mostro e explico para o meu filho de 2 anos e 5 meses, que já sabe separar o lixo e cobra das pessoas a separação.É principalmente nessa atitude de ensinar pelo exemplo que acho que minhas atitudes farão diferença no futuro.

Adultos também estão na luta do lixo. O ator Emílio de Mello, que há pelo menos dois anos briga em seu prédio para convencer os vizinhos a separar o lixo para reciclagem, tem esperanças de que, com a ficha finalmente caindo, a tarefa fique mais fácil: "Quando comecei essa campanha, achei que ia ser fácil. Parecia impossível alguém não concordar sobre a necessidade de reduzir o lixo e a poluição na natureza. Mas descobri que é muito difícil. Essas recentes mudanças climáticas assustaram muita gente, talvez agora algumas cabeças se toquem que o tempo está acabando".

EXEMPLOS QUE VEM DE FORA

Professora da UFRJ e superintendente de mudanças climáticas da Secretária estadual de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Suzana Kahn Ribeiro aplaude as iniciativas locais, mas enfatiza que o mais importante é que os governos adotem medidas que garantam a sustentabilidade da produção industrial, o que só vai ser alcançado com pressão popular: "Taxação de combustíveis mais poluentes e incentivos para o uso de fontes de energia renováveis são urgentes. As pequenas ações são importantes para fazer pressão nos governantes. Foi assim que Arnold Schwarzenegger, governador da Califórnia, reduziu os níveis de emissão de dióxido de carbono no seu estado".

Foi lá que o empresário Paulo Barossi, sócio de um restaurante japonês, aprendeu a reciclar seu lixo, ou melhor, seus resíduos."Lixo é o que não serve mais. O que temosésobra, resíduo, que pode ser reaproveitado.Na Califórnia, qualquer supermercado tem umposto coletor e as pessoas reciclam tudo. Sãohábitos adquiridos, não há como voltar atrás -diz ele, que decidiu dar um fim mais nobreà madeira dos palitinhos usados para comer seus sushis. "Em São Paulo, são 30 mil palitinhos por mês. Aqui no Rio, serão uns 25 mil. Não jogaria tanta madeira fora. Encontrei uma ONG que fabrica bolsas e jogos americanos com os hashis. Está feito o ciclo virtuoso!".

Nos Estados Unidos e na Europa, grandes poluidores, a preocupação individual parece mais forte. Esta é a impressão do empresário Rodrigo Ribeiro. Há 13 anos no Brasil, o português Rodrigo é dono da pizzaria Gibraltar, no Rio, onde usa madeira com certificado de reflorestamento, conforme exigência legal: "Vejo muito restaurante burlando a exigência porque a fiscalização não é apertada. Na Europa, a consciência ambiental é mais forte e se manifesta em cuidados simples, que eu e minha mulher temos em casa e trouxemos para o trabalho".

Realmente não se vê em supermercados alemães a enorme quantidade de sacos plásticos com que convivemos aqui. Lá as pessoas levam suas bolsas de pano de casa ou os carrinhos, porque sabem que cada um daqueles sacos significa queima de petróleo. Uma simples mudança de hábito que faz a diferença.

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Que todos os méritos gerados por esse trabalho beneficiem e tragam felicidade para todos os seres.
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