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Relaxamento: Caminho para o bem-estar
Relaxar-se é a forma mais fácil para desfrutar a vida, facilitar as relações
humanas e melhorar a saúde. Para atingir este estado são necessários
vários passos – lentos, tranqüilos e prazerosos. Leia e saiba quais.
Muitas enfermidades têm a tensão como fator desencadeante. O estresse, junto com as cáries e dores nas costas, figura entre as doenças mais freqüentes do ser humano de hoje.
Pouquíssimas pessoas podem dizer que ficam relaxadas a maior parte do dia e da noite, pois o ritmo atual deixa pouco espaço para o relaxamento. Mas relaxar-se é uma capacidade inata do ser humano, que só necessita ser ativada para que recuperemos a tranqüilidade e a saúde.
Saber estar relaxado é um processo muito fácil de aprender. A princípio não estaremos acostumados e as primeiras tentativas se converterão em algo parecido a uma luta corpo-a-corpo, onde se apresentará uma bifurcação de caminhos e teremos que evitar tomar o de sempre: o de seguir tensos. O mais habitual, ainda que pareça mentira, é continuarmos constrangidos, oprimidos, apertados. Talvez pelo fato que as couraças nos apertam mas também nos protegem... A pessoa se sente oprimida, mas com certa sensação de segurança, ainda que fictícia.
A tensão crônica impede o fluxo livre e natural dos fluidos e das energias em nosso corpo. Buscamos então uma saída mais econômica, onde não tenhamos de nos esforçar demasiadamente. Daí porque hoje é tão generalizado o consumo de substância que abrem as comportas e dão vazão aos megavolts acumulados. No ocidente o tabaco e o álcool sempre foram as mais utilizadas, mas nas últimas décadas disparou-se exponencialmente o consumo de drogas ansiolíticas (valiuns e derivados) e drogas recreativas, que ajudam a pessoa a desinibir-se e divertir-se, ao ver-se aliviada da pressão do trabalho e das ameaças cotidianas.
A Tensão Sustentada
O caminho da tensão quase não tem fim. Ao estresse segue a ansiedade e esta se mantém por um tempo suficiente, pode conduzir à depressão ou a novas enfermidades de reconhecidas origens psicossomáticas (fibromialgia, síndrome de fadiga crônica, hipertensão...). Ficar em qualquer desses três estágios depende de vários fatores. As condições ambientais, o apoio familiar e de amigos, a situação de trabalho e a vida emocional influem sobre isto, sem dúvida.
Manter a tensão interna e controlá- la com recursos de tabacaria, bares e farmácias só funciona por algum tempo. Mas em longo prazo, nem a pessoa deseja sustentar-se a partir da dependência a todas a essas substâncias, nem a saúde fica imune. Todas as substâncias que modificam o estado de ânimo têm efeitos secundários. O estômago, o coração, os pulmões, os rins, os neurônios, o sistema imunológico e a vida sexual se ressentem, cedo ou tarde.
O Ponto de Retorno
Para solucionar este problema é preciso observar qual o processo no qual nos envolvemos, reconhecer as tramas que fizemos e ficamos presos e a partir daí estabelecermos um caminho de retorno, que pode ser o simples, inócuo e natural caminho do relaxamento. Escolher uma opção ou outra não depende só da razão ou inteligência (quantos escritores, catedráticos e cirurgiões, dentre outros, não se refugiam no álcool?). Tão pouco vale a pena pensar “estou num círculo vicioso que não posso sair” pois nosso tempo de vida é limitado.
Alguns preferem seguir tal e qual estão porque o caminho exige um esforço inicial, mas neste momento uma atitude mais folgada não é uma boa conselheira. Outros podem se defrontar com o medo frente ao desconhecido e preferem as ataduras conhecidas à liberdade provável. É preciso alguma determinação e valentia para dar o primeiro passo.
Assim, enquanto algumas pessoas aceitam o caminho do relaxamento como um sedento no deserto aceita uma tigela de água, outros precisam fazer um pouco de esforço para por ordem interior e sair da situação opressiva a que estão acostumados. |